Estatuto da Diversidade Sexual


Você já faz parte deste ato de cidadania?

Assine a petição pública do Estatuto da Diversidade Sexual: http://bit.ly/IYDpuG

terça-feira, 10 de novembro de 2015

19ª Parada Livre de Porto Alegre




E mais uma vez a Parada Livre de Porto Alegre foi um sucesso. A 19ª edição do evento foi construída por diversas ONGs, Coletivos e pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB/RS. Este é o maior evento LGBTI do estado do RS, sendo de grande importância para a visibilidade, combate ao preconceito e conscientização política das pessoas. Também foram coletadas muitas assinaturas para o projeto de Lei do Estatuto da Diversidade Sexual, girando em torno de 2mil, tendo ampla divulgação e apoio das pessoas no local. Neste ano, o nosso trio elétrico do Estatuto da Diversidade obteve o patrocínio da empresa DELL, que também possui política interna de combate ao preconceito, bem como apoio dos espumantes Bee, cuja a marca foi lançada em maio deste ano, no IV Fórum das CDS em Canela/RS. 

Conforme dados da organização da Parada Livre, o evento contou com cerca de 60 mil pessoas.
Para o Presidente da CDS este espaço é uma conquista para a Comissão, em razão da importância e da quantidade de pessoas envolvidas. A OAB possui grande prestígio junto aos movimentos sociais LGBTI, sendo uma das precursoras na garantia dos direitos e defensora da legislação específica a esse segmento que ainda é um dos mais discriminados na sociedade. 






Fonte: Comissão Especial da Diversidade Sexual OAB/RS

terça-feira, 28 de julho de 2015

OAB Franca faz ato de conscientização em defesa dos gays

A Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca promoveu no último sábado, 25, uma manhã de conscientização no Centro da cidade. A ação foi realizada na Praça Barão, das 9 às 15 horas, em resposta à presença do Instituto “Plínio Corrêa de Oliveira”, que esteve no local dias antes, com um abaixo-assinado contra a aceitação do casamento gay pela Igreja Católica.

No ato de sábado, membros da comissão distribuíram panfletos e abordaram os pedestres para esclarecer dúvidas a respeito da diversidade sexual. Segundo a coordenadora, Mônica Lima, a aceitação dos transeuntes foi positiva e pontos polêmicos em relação à união homoafetiva e aos direitos do público GLBTT puderam ser esclarecidos. “As pessoas não sabem sobre os direitos homoafetivos, tem dúvida sobre casamento civil e união estável e se gays podem ou não adotar uma criança”, disse.

A comissão também divulgou a existência da Lei Estadual nº 10.948, que dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual.

Além de promover os esclarecimentos, os membros da comissão ainda conseguiram cerca de mil assinaturas para uma petição de criação do Estatuto da Diversidade Sexual.

Fonte: http://gcn.net.br/noticia/292678/franca/2015/07/oab-franca-faz-ato-de-conscientizacao-em-defesa-dos-gays

terça-feira, 28 de abril de 2015

Debate de direitos LGBT lota fórum da Conferência de Direitos Humanos





Brasília – As questões atuais e os desafios da militância guiaram o fórum Direitos LGBT na manhã desta terça-feira (28) durante a VI Conferência Internacional de Direitos Humanos, na capital paraense. Diogo Monteiro, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB de Pará, coordenou o encontro, que teve como expositores Maria Berenice Dias, Fabiano Gontijo e José Roberto Chaves Paes.

Presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da OAB Nacional, Maria Berenice apresentou os avanços da questão LGBT no Brasil, mas apontou os problemas que ainda existem. “Temos um sistema jurídico que proíbe a discriminação, mas não inclui a por orientação sexual e de identidade de gênero. A homofobia existe, fruto da nossa educação cristã, mas temos que ter mecanismo que inibam as suas manifestações” afirmou.

A ex-desembargadora do Rio Grande do Sul explicou que os advogados foram os responsáveis pelas grandes mudanças, inclusive levando à mudança de carreira. Após fundar o primeiro escritório especializado em direito homoafetivo, Maria Berenice conseguiu a criação da Comissão de Diversidade Sexual da Seccional gaúcha, levando à abertura de mais de 300 semelhantes em todo o Brasil, inclusive na OAB Nacional.

“Quando teve julgamento no STF sobre o reconhecimento de casais homoafetivos, criamos o conceito de famílias, que são criadas por afeto. As comissões, inclusive, foram além e elaboraram o projeto do Estatuto da Diversidade Sexual, que propõe a mudança da Constituição para acabar com diferença entre licença maternidade e paternidade (virar licença natalidade) e a criminalização da homofobia inclusive com o coautor”, explicou. “Temos que continuar unidos, fazendo barulho, conseguindo avançar. A responsabilidade pela construção de um país mais inclusivo é de todos nós.”

Fabiano Gontijo, professor da pós-graduação em antropologia da Universidade Federal do Pará, traçou panorama dos estudos acadêmicos sobre questões LGBT no Brasil, desde a década de 30. “Observa-se três grandes áreas de estudo. Primeiro, as áreas biomédicas, como psicologia e afins, tipificando as práticas como patologias. Depois nas grandes áreas do conhecimento humanos, como filosofia. A terceira área, na área de literatura, com número extenso de obras que abordam as experiências sexuais de acordo com os setores da sociedade”, explicou.

A partir da década de 2000, segundo Gontijo, começaram a ganhar destaque, ainda que timidamente, trabalhos relacionados ao lesbianismo, à sexualidade feminina e à transexualidade. “Num mundo em processo de transformações, os estudos realizados em universidades são essenciais. Academia tem tornado articular os eixos de diferenciação, pensando os movimentos em bases não apenas sociais, mas também culturais”, disse.

No mesmo sentido, o coordenador da mesa, Diogo Monteiro, afirmou que é importante cada estudante e pesquisador, dentro de seu campo de estudo, aprofundar o entendimento das questões LGBT, abordando aspectos fora do espaço urbano e de segmentos específicos, como os bissexuais e os intersexuais.

O coordenador da Região Norte da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), José Roberto Chaves Paes, apresentou histórico da militância brasileira na área, considerando a data de 17 de maio de 92 o início da fase contemporânea, quando a homossexualidade foi retirada da CID (Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados a Saúde).

“Se o Congresso Nacional não permite o avanço da cidadania de vários grupos sociais, batalhamos e criamos projetos para que estados e municípios se mexam. O Congresso vem na contramão dos avanços do Judiciário”, explicou. “Muita coisa já foi construída. Nossa bandeira de hoje está em torno do processo de criminalização da homofobia e necessidade do reconhecimento da identidade trans.”

“Há necessidade também que possamos politizar as manifestações. Brasil é o país que mais realiza paradas LGBT, mas que tem aspectos mais culturais do que políticos reivindicatórios. Somos comunidade com histórico de direitos violados, isso não vai acabar amanhã ou com a evidência de alguns personagens na novela e o número de paradas, apenas com instrumentos de engajamento. Essa tem que ser uma luta da sociedade, fruto que nossos filhos e netos vão herdar como sociedade mais aberta e democrática”, finalizou.

Após as apresentações dos debatedores, foi aberto espaço para participação da audiência, acontecendo inclusive uma performance artística sobre a morte da população LGBT no Brasil. O conselheiro federal Siqueira Castro, que relatou a proposta do Estatuto da Diversidade Sexual na OAB Nacional, afirmou que o Brasil deveria apresentar junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos o caso da travesti Verônica Bolina, que sofreu diversos tipos de agressões após ser presa em São Paulo.


Houve também comentários e sugestões sobre o atendimento médico prestado à essa população, principalmente questões de saúde das lésbicas, os controversos projetos de “cura gay”, o tratamento dispensado no sistema penitenciário e educacional, além da importância da militância diária de cada um.

Fonte: http://www.oab.org.br/noticia/28318/debate-de-direitos-lgbt-lota-forum-da-conferencia-de-direitos-humanos